Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.
Atos 17.11

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MÉTODO HISTÓRICO-CRÍTICO

 
 
 
 
 


Acabo de escrever o prefácio da obra de Paulo Anglada cujo título é Introdução à Hermenêutica Reformada. Fiquei muito honrado com o convite de Paulo. Somos amigos a muitos anos, e apesar da distância -- ele mora em Belém do Pará -- sempre nos mantivemos próximos.

O livro ainda não saiu (mas a capa já está pronta, veja foto ao lado), deve fazê-lo no início do próximo ano. Fiquei impressionado com ele. Praticamente todas as grandes discussões que hoje ocupam os evangélicos no Brasil estão relacionadas com questões de interpretação do texto bíblico. Paulo analisa meticulosamente as principais questões relacionadas à interpretação bíblica e aponta o caminho de uma hermenêutica sólida, teologicamente orientada, e historicamente testada e comprovada, que é a hermenêutica oriunda dos princípios da Reforma protestante e enriquecida com as perspectivas atuais das ciências afins.

É mais munição para os professores e estudantes de teologia que já desconfiaram que o método histórico-crítico, que vem dominando os estudos teológicos nos redutos liberais e influenciando a área de Bíblia em seminários confessionais, está com os dias contados. Oriundo do Iluminismo, tal método tende a desacreditar as Escrituras e a relativizar completamente a sua interpretação, pois nada tem de científico. Ao contrário, é norteado por pressupostos filosóficos e teológicos provindos da incredulidade que dominou os adeptos do liberalismo teológico.

Um dos maiores inimigos do método histórico-crítico, por incrível que pareça, são os métodos surgidos com a posmodernidade, que enfatizam a leitura como produção de significado, o texto como uma reserva inesgotável de diferentes sentidos e a determinação do sentido de um texto pelo leitor, sentido este diferente a cada dado momento. Contudo, os cruzados das novas hermenêuticas, após o trabalho de demolição, não têm conseguido oferecer à Igreja uma leitura bíblica que produza resultados compatíveis com a fé histórica do Cristianismo. É necessário um método que rejeite os pressupostos críticos, mas que mantenha os fundamentos da fé.

A obra de Paulo Anglada oferece uma alternativa aos professores e alunos que desejam estudar a interpretação bíblica de forma erudita sem abrir mão, contudo, dos pressupostos teológicos quanto à autoridade, infalibilidade e inerrância da Palavra de Deus. É uma defesa do consagrado método gramático-histórico, cujas origens remontam à Reforma protestante. Paulo se posiciona na linha de uma nova geração de hermeneutas, como Peter Stuhlmacher, Eta Linnemann, Gehard Maier, Don Carson.


O método histórico-crítico está agonizando, e quando morrer, já morreu tarde. Mas, o que virá em seu lugar? É uma boa oportunidade para os evangélicos mostrarem serviço na área de hermenêutica
Fonte: otemporaeomores.blogspot.com



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